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E-book: Eduardo Coutinho, Cabra Marcado para Morrer (Twenty Years Later)

VERSÃO EM PORTUGUÊS

The Department of Education at the University of São Paulo (USP) has just released a brand new e-book on Eduardo Coutinho’s landmark documentary Cabra Marcado para Morrer (Twenty Years Later, 1984). The book is available for free download, and it comes out in a moment of celebration for the filmmaker’s 90th birthday, who died in 2014. The date has led to retrospectives and special screenings, such as the year-long one taking place at Cinemateca do MAM, screenings at IMS in São Paulo, and television programs in Canal Brasil. Edited by Rogério de Almeida, Christiane Pereira de Souza, and Kamilla Medeiros, the book features testimonials by relatives, such as his son Pedro de Oliveira Coutinho, and collaborators like Zelito Viana and Antônio Carlos da Fontoura—respectively, producer and assistant director in the film—, illustrations by João Pinheiro, as well as new and republished articles by Ismail Xavier, Esther Hamburger, Carlos Augusto Calil, Diorge Alceno Konrad, Cláudia Mesquita, Patrícia Machado, Cláudio Bezerra, Tiago Bernardon de Oliveira, Diego dos Santos Reis, Malu Stanchi, Paulo Giovani Antonino Nunes, Reinaldo Cardenuto, Juliana Elizabeth Teixeira do Nascimento, Kamilla Medeiros, Gilvan Veiga Dockhorn, Miliandre Garcia, Cláudia Mogadouro, Christiane Pereira de Souza, Rogério de Almeida, Hernani Heffner, as well as myself.

I have been working on a dissertation about Eduardo Coutinho for the past six years, which is finally approaching completion, and it includes an entire chapter on Twenty Years Later. In the film, Coutinho revisits the people and locations that he had met in 1964, in the towns of Sapé, in the state of Paraíba, and Galileia, Pernambuco, when making a film about the assassinated peasant leader João Pedro Teixeira. His widow, Elizabeth Teixeira, would play herself, and peasants from Galileia would play the majority of the other parts. The shoot was interrupted by the April 1, 1964 military coup, when army troops raided the film set, severing relationships that would only be rekindled nearly two decades later, with the progressive dissolution of the regime. 

For the book, I decided to write about the legacy of the film in two different ways: Coutinho’s influence on contemporary Brazilian cinema through what I call “extended authorship”; and the two medium-length videos he directed in 2013 to be included as featurettes on the DVD of the film’s restoration: Sobreviventes da Galileia (Galileia Survivors, 29’), and the stunning Família de Elizabeth Teixeira (Elizabeth Teixeira’s Family, 65’). For the first video, Coutinho reencounters two of the peasants who worked as actors and crew members in both the 1964 shoot, and the documentary made about, in the early 1980s. For the second one, he visits Elizabeth Teixeira, as well as many of her children and grandchildren. 

The article is the first publication to come out of my dissertation research, which has included a deep dive in the filmmaker’s papers and archives. The book is entirely in Portuguese, but I hope to be able to publish an English version of my chapter in the near future. Twenty Years Later was released on DVD in Brazil, in 2014, and on blu-ray in the U.K. in 2022, and it is still frequently screened in repertory cinemas worldwide. In the latest Sight & Sound Best Films of All Time Critics Poll, it came at 211.


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E-book gratuito Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho

O Departamento de Educação da Universidade de São Paulo (USP) acaba de lançar um novo e-book dedicado a Cabra Marcado para Morrer (1984), o grande clássico de Eduardo Coutinho. O livro está disponível para download gratuito, e é lançado no contexto celebratório em torno do aniversário de 90 anos do diretor, que morreu em 2014. A data tem sido celebrada com retrospectivas e programas especiais em casas como a Cinemateca do MAM e o IMS-SP, além de especiais no Canal Brasil. Editado por Rogério de Almeida, Christiane Pereira de Souza, e Kamilla Medeiros, o livro traz testemunhos de Pedro de Oliveira Coutinho, filho do diretor, e de colaboradores como Zelito Viana e Antônio Carlos da Fontoura—respectivamente, produtor e continuista no filme—, ilustrações de João Pinheiro, assim como artigos novos ou republicados de Ismail Xavier, Esther Hamburger, Carlos Augusto Calil, Diorge Alceno Konrad, Cláudia Mesquita, Patrícia Machado, Cláudio Bezerra, Tiago Bernardon de Oliveira, Diego dos Santos Reis, Malu Stanchi, Paulo Giovani Antonino Nunes, Reinaldo Cardenuto, Juliana Elizabeth Teixeira do Nascimento, Kamilla Medeiros, Gilvan Veiga Dockhorn, Miliandre Garcia, Cláudia Mogadouro, Christiane Pereira de Souza, Rogério de Almeida, Hernani Heffner, e eu.

Tenho dedicado os últimos seis anos a uma pesquisa de doutorado sobre a obra de Eduardo Coutinho, que agora se aproxima da conclusão, e a tese inclui um capítulo inteiro sobre Cabra Marcado para Morrer. No filme, Coutinho revisita as locações e personagens que ele conhecera em 1964, nos engenhos de Sapé (PB) e Galileia (PE), durante a realização de um filme de ficção sobre o assassinato do líder camponês João Pedro Teixeira. Sua viúva, Elizabeth, interpretaria a si mesma, e a maioria dos outros papéis ficaria a cargo de camponeses do Engenho Galileia, onde o filme era rodado. As filmagens foram interrompidas pelo golpe militar de 1o de Abril de 1964, quando tropas militares invadiram o set de filmagem, interrompendo relações que só seriam resgatadas quase vinte anos depois, com a promessa de anistia. 

Para o livro, escolhi escrever sobre o legado do filme de duas maneiras diferentes: a influência de Coutinho no cinema brasileiro contemporâneo, sobretudo através de uma ideia de “autoria estendida”; e por uma análise dos dois vídeos de média-metragem que ele dirigiu em 2013 para serem incluídos como extras no DVD da restauração do filme de 1984: Sobreviventes da Galileia (29’) e o acachapante Família de Elizabeth Teixeira (65’). No primeiro vídeo, Coutinho reencontra dois dos camponeses que trabalharam como atores e integrantes da equipe nas filmagens de 1964, e no posterior documentário sobre elas, feito no começo da década de 1980. Para o segundo, o diretor visita Elizabeth Teixeira, assim como alguns de seus filhos, filhas, netos e netas. 

O artigo é a primeira publicação oriunda da pesquisa de tese, que tem incluído um mergulho profundo nos arquivos de documentos deixado pelo cineasta, hoje sob guarda do IMS-Rio. Neste sábado, 03 de Junho, às 16h a Cinemateca do MAM realizará uma live de lançamento em seu canal no YouTube, com a presença de autoras e autores.

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